Alcoolismo do meu pai

Cartas

A identidade só será divulgada com a autorização da pessoa.

“Pastor, Graça e Paz!

Sou batista e meus pais são católicos. Ainda não sou batizada.
Meu pai é uma excelente pessoa, mas tem um grande problema: é alcoólatra, viciado em cigarro e jogos de azar.

Sempre tento falar com ele, as vezes ele me escuta e até se mostra arrependido e com vontade de largar os vícios, mas na maioria das vezes ele não aceita e fala que o que faz (beber, fumar e jogar) não é pecado, que pecado é matar, roubar ou estuprar.

Ele não aceita que eu leia a Bíblia para ele. Não aceita meus convites de ir à igreja e nem mesmo vai à igreja dele.

Em todas as minhas orações peço a Deus pela libertação dele e minha capacitação. Mas ainda não alcancei essa graça.

Por isso eu te pergunto, como devo agir? O que fazer?
Desde já, obrigada!”

 

Resposta:

Querida Luanna, paz sobre sua vida.

Desde que me entendo por gente, vejo meu pai atolado neste mundo chamado alcoolismo, e te garanto, não é fácil sair dele.

Álcool e jogos de azar andam de mãos dadas.

Frequentemente atendo pessoas com este mesmo problema. E logo aprendi o que o álcool é capaz de fazer às vidas – não apenas dos dependentes, mas também de seus familiares.

O fato de você ser batizada ou não – e os teus pais católicos – não muda os fatos. A verdade, é que você está diante de uma pessoa que precisa ser tirada do atoleiro. Seu pai está “doente” e precisa de ajuda.

O segredo está aqui: Ele quer sair disso?

Alguns lutam contra isso, outros, tentam justificar o motivo de serem assim. Você já tentou buscar alguma possível causa de seu pai se refugiar na bebida? Como anda o relacionamento dos seus pais (marido/mulher)? Você consegue ter algum diagnóstico?

Não tente ganhar teu pai pela força, nem por algum tipo de “estupro evangélico”. Isso não irá funcionar em alguém que está no estágio como o dele. Todo o bem que você tentar fazer, será revertido em afronta.

Mude a estratégia.

Então, darei algumas dicas práticas que julgo serem válidas:

– Você ganhará seu pai pelo seu testemunho de vida, como boa filha e serva do Senhor. Nada de máscaras ou aquele papo chato de “santinha da família”. Seja você…apenas você. Muitos pais não vão para a igreja por não verem, nos filhos, o Deus que eles dizem ter.

– Ame seu pai. Ele não ficará pior por ser amado. Não conheço remédio melhor do que uma boa dose de amor – seja em palavras, gestos ou um simples olhar de filha que ama.

– Continue orando por ele. Não desanime. Talvez, Deus esteja usando esta situação do seu pai para lhe ensinar algo. Esteja atenta à isso.

– Avalie a possibilidade de procurar a ajuda de um profissional. Isso evitará que o problema seja tratado, simplesmente como: “é o diabo”, “maldição hereditária” ou qualquer coisa do gênero.

No mais, ele é seu pai. Ame-o, mesmo aborrendo tudo aquilo que ele tem feito.Procure sua mãe, caso isso seja possível.

Compartilhe com ela isso. Quem sabe, essa não seja uma boa oportunidade para trazê-la para perto de você?!?!

Abração querida, e qualquer coisa, me escreva.
Paz,

Pr. Emerson Fregona.



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